A Amazon atingiu nesta segunda-feira um patamar que poucos imaginavam quando Jeff Bezos fundou a companhia como livraria online em 1994: uma capitalização de US$ 3 trilhões. O feito, alcançado com as ações subindo cerca de 5% durante o pregão, consolida a gigante da tecnologia como uma das empresas mais valiosas do planeta, ao lado de Microsoft e Apple.
O crescimento expressivo reflete não apenas o sucesso do varejo eletrônico, que continua transformando o consumo global, mas principalmente o domínio da Amazon Web Services — a divisão de computação em nuvem que se tornou a menina dos olhos dos investidores. Nuvem representa hoje a maior alavanca de lucratividade da empresa, financiando os ambiciosos investimentos em inteligência artificial que prometem revolucionar suas operações.
Para contexto, essa valorização equivale a mais de 15 trilhões de reais, superando o PIB anual de países como Itália ou Espanha. O valor de mercado é tão expressivo que coloca a Amazon em pé de igualdade com as maiores economias do mundo — um indicador do poder econômico concentrado nas grandes corporações tecnológicas da atualidade.
O otimismo dos investidores também sinaliza confiança nos planos da empresa para os próximos anos. Com investimentos cada vez maiores em data centers para IA, modernização de seus armazéns e expansão em mercados emergentes, a Amazon demonstra que ainda tem espaço para crescer. A marca de US$ 3 trilhões, longe de ser um teto, pode servir como trampolim para novas metas em um cenário onde tecnologia e inovação continuam redefindo o valor das empresas globais.
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