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Bloqueio de chamadas vira nova disputa entre operadoras e acende debate na Anatel

A adoção de recursos para barrar ligações consideradas abusivas abriu mais uma frente de atrito entre operadoras de telefonia e reacendeu a discussão sobre até onde vai a proteção ao consumidor. Na Anatel, o tema passou a ser tratado como um equilíbrio delicado entre reduzir incômodos e evitar que contatos válidos sejam interrompidos.

No centro da controvérsia está o Vivo Anti-spam, serviço ativado automaticamente em novas linhas e apresentado pela companhia como uma ferramenta para identificar e bloquear chamadas em massa e tentativas fraudulentas. A proposta responde a uma queixa recorrente dos usuários: o volume de ligações repetitivas, muitas vezes associadas a ofertas agressivas ou golpes.

O problema, segundo críticos da solução, é que a filtragem pode ir além do necessário e atingir também telefonemas legítimos, como os feitos por empresas, centrais de atendimento e instituições que dependem do contato telefônico para operar. Nesse entendimento, o antispam deixaria de ser apenas uma defesa contra abusos e passaria a interferir na comunicação comercial regular.

A disputa expõe um dilema comum no setor: como combater práticas indesejadas sem impor barreiras excessivas ao tráfego telefônico. Para a Anatel, a questão tende a exigir critérios mais claros sobre transparência, consentimento do usuário e responsabilidade das operadoras na identificação do que é spam e do que é comunicação autorizada.

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Fonte original: g1.globo.com