Vinte e cinco estados dos Estados Unidos abriram uma ação na Justiça para tentar bloquear a nova leva de tarifas anunciada pelo governo Donald Trump. Segundo os autores do processo, a Casa Branca estaria usando uma justificativa comercial para reapresentar barreiras que já haviam sido barradas pela Suprema Corte em fevereiro.
O pacote tarifário alcança 59 países e a União Europeia, com alíquotas que variam de 10% a 12,5%, sob o argumento de que essas economias não estariam fazendo o suficiente para coibir o uso de trabalho forçado em cadeias de fornecimento. Entre os alvos está o Brasil, que passou a enfrentar uma combinação de medidas comerciais e novas incertezas para exportadores.
Na ação, os estados sustentam que o governo está tentando contornar a decisão judicial anterior ao trocar a base jurídica das tarifas. A administração Trump afirma que a medida é legal e se apoia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento usado para responder a práticas consideradas desleais e que já foi aplicado no passado contra a China.
Para empresas, importadores e governos locais, a disputa vai além da arena jurídica: ela afeta preços, contratos, planejamento logístico e a previsibilidade do comércio exterior. O caso também aumenta a pressão sobre cadeias de suprimento já afetadas por custos mais altos e reforça a percepção de que a política tarifária voltou a ser uma ferramenta central da estratégia econômica de Washington.
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