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Inflação cai para 5% e mercado aposta em juros menores

O otimismo do mercado financeiro com o controle inflacionário ganha força. As principais instituições do país reduziram pela quinta semana seguida suas projeções para a inflação de 2026, ajustando a meta para 5,03%. Os números, divulgados no Boletim Focus desta segunda-feira (3) pelo Banco Central com base em levantamento junto a mais de cem instituições, revelam uma mudança significativa no cenário econômico esperado pelos agentes do mercado.

A consistência dessas revisões baixistas é notável. Quando o mercado mantém a mesma tendência por cinco semanas consecutivas, não se trata apenas de ajustes pontuais, mas de uma reavaliação genuína das perspectivas inflacionárias. Essa convergência entre dezenas de instituições, que analisam dados de preços, câmbio, commodities e políticas governamentais, sinaliza que os fundamentos da inflação podem estar se equilibrando melhor do que se imaginava alguns meses atrás.

Essa melhora nas expectativas abre caminho para uma política monetária menos restritiva. Conforme a pressão inflacionária recua nas projeções, a justificativa para manter juros elevados se enfraquece. É neste contexto que o mercado passou a precificar um corte mais agressivo da taxa Selic ainda em 2026, reconhecendo que há espaço para estimular o crescimento econômico sem comprometer o controle de preços.

Para empresas e famílias, essa tendência é relevante. Juros menores reduzem o custo do crédito e podem impulsionar investimentos e consumo. Simultaneamente, uma inflação controlada preserva o poder de compra. A combinação dos dois fatores cria um ambiente mais favorável para a retomada econômica sustentada, desde que os fundamentos continuem se comportando conforme esperado.

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Fonte original: g1.globo.com