As ondas de calor não afetam apenas o conforto de quem vai ao supermercado. Elas também aumentam a pressão sobre toda a operação do varejo alimentar, desde a refrigeração das lojas até o transporte de produtos perecíveis e o controle de perdas no estoque.
Quando o calor aperta, manter carnes, laticínios, frutas, verduras e congelados na temperatura correta exige mais energia e mais cuidado logístico. Isso eleva os custos das redes, que precisam reforçar equipamentos, revisar armazenagem e reduzir o risco de estrago antes que os produtos cheguem às gôndolas.
O efeito não para dentro da loja. Em períodos de calor extremo, a produção agrícola também pode sofrer com seca, menor produtividade e quebra de safra, o que tende a pressionar a oferta de alguns itens. Se a cadeia inteira fica mais cara, o varejo costuma buscar compensação em preços, promoções mais curtas ou margens menores.
Na prática, o impacto para o consumidor varia conforme a duração da onda de calor, a região e o tipo de alimento. Produtos mais sensíveis ao clima tendem a sentir primeiro essa pressão, mas o principal recado é claro: eventos climáticos extremos já deixaram de ser um problema apenas ambiental e passaram a ser também um fator de custo no supermercado.
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